Se você quer saber quanto um advogado cobra para fazer um inventário, a resposta inicial é que os honorários costumam ser calculados com base no valor dos bens deixados pela pessoa falecida ou no valor da parte da herança do cliente que será representado.
Em São Paulo, a Tabela de Honorários da OAB/SP utiliza como referência os percentuais de 6%, 8% ou 10%, conforme o tipo de inventário e a existência ou não de conflito entre os herdeiros.
| Tipo de inventário | Percentual de referência | Valor mínimo indicado pela OAB/SP |
|---|---|---|
| Inventário extrajudicial, feito em cartório | 6% | R$ 4.344,80 |
| Inventário judicial sem conflito entre os herdeiros | 8% | R$ 6.082,72 |
| Inventário judicial com litígio | 10% | R$ 6.082,72 |
Esses percentuais podem incidir sobre o valor total do patrimônio deixado pela pessoa falecida ou apenas sobre o valor da parte da herança do herdeiro representado pelo advogado.
Mas é importante entender um ponto desde o início: esses percentuais não funcionam como preço fixo e automático para todos os casos.
O valor final dos honorários depende da análise do inventário, da complexidade dos bens, da existência de conflito entre os herdeiros, da quantidade de documentos, da necessidade de regularização patrimonial e da responsabilidade assumida pelo advogado.
Por isso, dois inventários com patrimônio semelhante podem ter honorários diferentes.
Um inventário simples, com herdeiros de acordo, documentação organizada e possibilidade de ser feito em cartório, tende a ter custo menor. Já um inventário com conflito familiar, imóveis irregulares, empresas, testamento, dívidas ou bens em locais diferentes exige mais trabalho e maior responsabilidade técnica.
Se você ainda está tentando entender o inventário como um todo, também pode consultar o guia completo “Inventário: como funciona, quanto custa e quanto tempo demora”.
O que você encontrará nesta leitura:
Quanto um advogado cobra para fazer um inventário?
Em regra, os honorários de um advogado para fazer inventário são calculados com base no valor econômico envolvido.
Isso acontece porque o inventário é o procedimento que permite transferir oficialmente o patrimônio da pessoa falecida aos herdeiros.
Quanto maior o patrimônio envolvido, maior tende a ser a responsabilidade do advogado.
No Estado de São Paulo, a Tabela de Honorários da OAB/SP prevê, como referência, percentuais de 6%, 8% ou 10%, conforme o tipo de inventário:
- 6% para inventário extrajudicial, feito em cartório;
- 8% para inventário judicial sem litígio;
- 10% para inventário judicial com litígio.
Além desses percentuais, a tabela também prevê valores mínimos em reais. Na versão consultada, o valor mínimo indicado para inventário, arrolamento e sobrepartilha judicial é de R$ 6.082,72, tanto sem litígio quanto com litígio. Para inventário, arrolamento e sobrepartilha extrajudicial, o valor mínimo indicado é de R$ 4.344,80.
Isso significa que, mesmo em inventários de menor valor, pode existir um piso mínimo de honorários. Esses valores também podem ser atualizados pela OAB/SP, por isso a proposta de honorários deve considerar a tabela vigente no momento da contratação.
Essa informação é importante porque muitas pessoas imaginam que os honorários sempre serão calculados apenas por percentual. Na prática, porém, o advogado deve observar a complexidade do caso, o trabalho necessário, a responsabilidade assumida e os parâmetros éticos da profissão.
Também é importante lembrar que cada Estado possui sua própria tabela de honorários da OAB.
Como este artigo é escrito a partir da realidade da advocacia em São Paulo, a referência utilizada é a Tabela de Honorários da OAB/SP.
Exemplos de quanto um advogado cobra para fazer um inventário
Para facilitar a compreensão, veja alguns exemplos matemáticos com base nos percentuais de 6%, 8% e 10%.
| Valor estimado dos bens | 6% | 8% | 10% |
|---|---|---|---|
| R$ 100.000,00 | R$ 6.000,00 | R$ 8.000,00 | R$ 10.000,00 |
| R$ 300.000,00 | R$ 18.000,00 | R$ 24.000,00 | R$ 30.000,00 |
| R$ 500.000,00 | R$ 30.000,00 | R$ 40.000,00 | R$ 50.000,00 |
| R$ 1.000.000,00 | R$ 60.000,00 | R$ 80.000,00 | R$ 100.000,00 |
Esses valores são apenas exemplos para mostrar como os percentuais funcionam.
Eles não substituem uma proposta de honorários.
Na prática, o valor cobrado pode variar conforme o caso concreto, o escopo da contratação, a situação dos bens, a quantidade de herdeiros e a existência ou não de conflito familiar.
Além disso, em alguns casos, o advogado pode combinar valor fixo, percentual, parcelamento ou outras formas de pagamento, desde que tudo seja ajustado com clareza e formalizado por escrito.
Os honorários são calculados sobre todos os bens?
Depende.
Quando o advogado representa todos os herdeiros, os honorários costumam ser calculados sobre o valor total do patrimônio deixado pela pessoa falecida.
Esse patrimônio total também pode ser chamado de monte-mor.
Por outro lado, quando o advogado representa apenas um herdeiro, os honorários podem ser calculados sobre o valor da parte da herança desse cliente.
Essa diferença é muito importante.
Imagine, por exemplo, que a pessoa falecida deixou um patrimônio de R$ 500.000,00 e quatro herdeiros, cada um com direito a R$ 125.000,00.
Se um único advogado representa todos os herdeiros, a base de cálculo dos honorários pode ser o patrimônio total de R$ 500.000,00.
Mas, se o advogado representa apenas um dos herdeiros, a base de cálculo pode ser apenas o quinhão desse herdeiro, ou seja, R$ 125.000,00.
Isso acontece porque o trabalho e a responsabilidade assumida pelo advogado são diferentes em cada situação.
Representar todos os herdeiros em um inventário consensual é diferente de representar apenas um herdeiro em uma disputa familiar.
O valor muda conforme o tipo de inventário?
Sim.
O tipo de inventário influencia diretamente os honorários.
De forma geral, existem dois caminhos principais:
- inventário extrajudicial, feito em cartório;
- inventário judicial, feito por meio de processo na Justiça.
O inventário extrajudicial costuma ser mais rápido e com menos conflito, porque normalmente exige acordo entre os herdeiros e documentação organizada.
Já o inventário judicial pode ser necessário quando existe conflito, quando há alguma situação que exige intervenção do juiz ou quando o caso não pode ser resolvido diretamente em cartório.
Essa diferença importa porque o trabalho do advogado muda bastante.
Em um inventário em cartório, o advogado atua na análise dos documentos, orientação da família, conferência dos bens, organização da partilha, apuração do imposto e elaboração ou revisão da escritura pública.
Em um inventário judicial, além dessas providências, pode ser necessário apresentar petições, acompanhar prazos, responder impugnações, lidar com manifestações de outros herdeiros, pedir providências ao juiz e administrar conflitos ao longo do processo.
Por isso, a Tabela da OAB/SP diferencia os percentuais conforme o tipo de inventário.
Inventário em cartório tem honorários menores?
Em regra, sim.
O inventário em cartório costuma ter honorários menores porque tende a ser mais rápido e com menos conflito.
Mas isso não significa que o trabalho do advogado seja meramente burocrático.
Mesmo em cartório, o advogado precisa verificar quem são os herdeiros, quais bens foram deixados, se há dívidas, qual é o regime de bens do casamento ou da união estável, se a partilha está correta, qual imposto deve ser recolhido e se a escritura poderá gerar problemas futuros.
Um inventário no cartório (extrajudicial) mal conduzido pode causar prejuízos relevantes.
Pode haver erro na divisão dos bens, pagamento incorreto de imposto, omissão de herdeiro, dificuldade futura para registrar imóveis ou necessidade de retificar documentos.
Por isso, o inventário em cartório pode ser mais simples do que o judicial, mas não deve ser tratado como uma simples formalidade.
O advogado continua sendo essencial para dar segurança ao procedimento.
O que influencia quanto um advogado cobra para fazer um inventário?
Os honorários tendem a ser maiores quando o inventário exige mais tempo, mais responsabilidade ou atuação técnica mais intensa.
Entre os fatores que podem aumentar os honorários estão:
- muitos herdeiros;
- conflito entre familiares;
- imóveis irregulares;
- bens em cidades ou Estados diferentes;
- empresas ou quotas sociais;
- testamento;
- dívidas relevantes;
- discussão sobre união estável;
- herdeiro morando no exterior;
- suspeita de ocultação de bens;
- necessidade de prestação de contas;
- dificuldade para localizar documentos;
- necessidade de sobrepartilha;
- urgência para vender ou regularizar bens.
A existência de muitos herdeiros, por exemplo, pode tornar o inventário mais trabalhoso mesmo quando todos estão de acordo.
Quanto mais pessoas envolvidas, maior tende a ser a necessidade de comunicação, conferência de documentos, esclarecimentos e alinhamento sobre a partilha.
Já os imóveis irregulares podem exigir providências adicionais.
Um imóvel sem escritura, uma construção não averbada, uma matrícula desatualizada ou um bem ainda em nome de terceiros podem tornar o inventário mais complexo.
A existência de empresas também exige cuidado.
Quando há participação societária, é necessário analisar contrato social, quotas, valor econômico da empresa, regras de sucessão empresarial e eventual impacto sobre os demais sócios.
O testamento também pode alterar a condução do caso.
Quando existe testamento, pode ser necessário verificar sua validade, interpretar suas disposições e compatibilizar a vontade da pessoa falecida com os direitos dos herdeiros necessários.
Em todos esses casos, os honorários podem ser maiores porque o trabalho deixa de ser apenas a condução de um procedimento padrão e passa a exigir análise jurídica mais cuidadosa.
Conflito entre herdeiros muda quanto um advogado cobra para fazer um inventário?
Sim.
O conflito entre herdeiros é um dos fatores que mais influencia o valor dos honorários.
Quando todos os herdeiros estão de acordo, o inventário tende a ser mais rápido, mais previsível e menos desgastante.
A família colabora, os documentos são reunidos com mais facilidade e a partilha pode ser construída de forma consensual.
Já quando há conflito, o cenário muda.
O advogado precisa proteger os interesses do cliente, responder manifestações, lidar com impugnações, apresentar pedidos ao juiz, acompanhar prazos e evitar que a conduta de um herdeiro prejudique os demais.
Em alguns casos, o conflito envolve situações graves, como:
- herdeiro que mora sozinho no imóvel e não quer sair;
- herdeiro que recebe aluguel e não presta contas;
- venda de bens do espólio sem autorização;
- suspeita de ocultação de patrimônio;
- discussão sobre doações feitas em vida;
- discordância sobre avaliação de imóveis;
- disputa sobre quem deve ser inventariante;
- tentativa de excluir alguém da herança;
- resistência em assinar documentos.
Nessas situações, o inventário pode durar muito mais tempo.
Se a sua principal dúvida é o impacto do conflito no prazo do procedimento, vale a pena ler também o artigo “Quanto tempo demora um inventário?”.
O ponto principal é este: quanto maior o conflito, maior tende a ser o trabalho do advogado.
E, quanto maior o trabalho e a responsabilidade, maior tende a ser o valor dos honorários.
Quanto um advogado cobra para fazer um inventário de imóvel?
Quando a pessoa falecida deixou um ou mais imóveis, os honorários do advogado normalmente consideram o valor desses bens.
Isso acontece porque o imóvel integra o patrimônio deixado e será objeto de partilha entre os herdeiros.
Mas o inventário de imóvel exige atenção especial.
Não basta saber que existe uma casa, apartamento, terreno ou imóvel rural.
É preciso verificar a documentação.
Entre os pontos que devem ser analisados estão:
- matrícula atualizada;
- escritura;
- existência de financiamento;
- penhora;
- usufruto;
- indisponibilidade;
- averbação de construção;
- divergência de metragem;
- dívidas de IPTU ou condomínio;
- promessa de compra e venda;
- ocupação do imóvel por algum herdeiro;
- necessidade de registro da partilha ao final.
Esse cuidado é importante porque o inventário não termina, na prática, apenas com a sentença ou com a escritura.
Depois da partilha, pode ser necessário registrar a transferência na matrícula do imóvel.
Sem esse registro, os herdeiros podem enfrentar dificuldade para vender, financiar, doar ou regularizar o bem no futuro.
Por isso, quando o inventário envolve imóvel, os honorários devem considerar não apenas o valor econômico do bem, mas também a responsabilidade de conduzir corretamente a transmissão patrimonial.
Honorários incluem ITCMD, cartório, certidões e registro?
Normalmente, não.
Os honorários advocatícios correspondem ao pagamento pelo trabalho do advogado.
Eles não incluem, salvo acordo expresso, os custos externos do inventário.
| Despesa | Normalmente está incluída nos honorários? |
|---|---|
| Trabalho do advogado | Sim |
| Análise dos documentos | Sim |
| Orientação sobre o inventário | Sim |
| Elaboração da escritura ou petição | Sim |
| Acompanhamento do inventário | Sim |
| ITCMD | Não |
| Custas judiciais | Não |
| Emolumentos de cartório | Não |
| Certidões | Depende do contrato |
| Registro de imóveis | Não |
| Avaliações de bens | Não |
| Regularização de imóveis | Depende do contrato |
| Recursos, impugnações ou incidentes | Depende do contrato |
Essa distinção é fundamental.
Muitas famílias perguntam quanto o advogado cobra para fazer inventário, mas, na verdade, querem entender o custo total do inventário.
São coisas diferentes.
Os honorários do advogado são apenas uma parte do custo.
Além deles, podem existir imposto, cartório, custas judiciais, certidões e registros.
Como este artigo trata especificamente dos honorários advocatícios, os demais custos são explicados de forma mais ampla no guia “Inventário: como funciona, quanto custa e quanto tempo demora”.
É possível parcelar os honorários?
Sim.
Em muitos casos, é possível parcelar os honorários do advogado.
A forma de pagamento depende do acordo entre cliente e advogado, da complexidade do caso, do valor envolvido e do tempo estimado de trabalho.
Algumas formas comuns de pagamento são:
- entrada e parcelas mensais;
- parcelamento durante o andamento do inventário;
- pagamento por etapas;
- pagamento parcial no início e saldo em momento posterior;
- uso de valores liberados no próprio inventário, quando isso for juridicamente possível.
Esse ponto deve ser conversado com clareza antes da contratação.
O ideal é que a proposta de honorários informe o valor total, a forma de pagamento, o número de parcelas, os vencimentos e as consequências em caso de atraso.
Também é possível que, em algumas situações, a família não tenha todo o dinheiro disponível no início.
Isso não significa, necessariamente, que o inventário não possa começar.
Dependendo do caso, pode ser possível organizar o pagamento ao longo do procedimento, utilizar valores existentes no espólio ou avaliar a venda de algum bem para custear despesas.
Mas esse assunto precisa ser analisado com cuidado, porque envolve não apenas os honorários do advogado, mas também os demais custos do inventário.
Existe valor mínimo para honorários em inventário?
Sim.
A Tabela de Honorários da OAB/SP não traz apenas percentuais. Ela também prevê valores mínimos em reais.
Isso significa que, mesmo quando o patrimônio deixado é pequeno, pode existir um valor mínimo recomendado para a atuação profissional.
Esse ponto é importante porque o trabalho do advogado não depende apenas do valor dos bens.
Mesmo um inventário de patrimônio menor pode exigir tempo, responsabilidade, análise de documentos, conferência de herdeiros, orientação sobre imposto, contato com cartório ou atuação judicial.
Além disso, o advogado assume responsabilidade técnica pelo que orienta e pelo que assina.
Por isso, a ideia de que inventário de baixo valor deveria sempre ter honorários simbólicos pode ser equivocada.
O valor precisa ser compatível com o trabalho, com a responsabilidade e com os parâmetros éticos da advocacia.
É seguro escolher advogado apenas pelo menor preço?
Não é seguro escolher um advogado de inventário apenas pelo menor preço.
É natural que a família se preocupe com custos.
O inventário já pode envolver imposto, cartório, registros e outras despesas. Por isso, comparar propostas é legítimo.
Mas o menor preço não deve ser o único critério.
O inventário lida com patrimônio, herança, documentos, família e segurança jurídica.
Em muitos casos, os bens deixados representam anos de trabalho da pessoa falecida ou patrimônio construído por gerações.
Uma condução inadequada pode gerar prejuízos difíceis de corrigir.
Um inventário mal conduzido pode causar:
- pagamento incorreto de imposto;
- partilha desequilibrada;
- atraso na transferência dos bens;
- dificuldade para vender imóveis;
- necessidade de retificar escritura ou partilha;
- aumento de conflito entre herdeiros;
- perda de oportunidades de acordo;
- contratação posterior de outro advogado para corrigir erros;
- judicialização de uma situação que poderia ser resolvida de forma mais simples.
O advogado de inventário não deve ser visto como um simples intermediário de documentos.
Seu papel é orientar, organizar, prevenir problemas, proteger interesses e conduzir a transmissão patrimonial com segurança.
Por isso, ao comparar propostas, observe também:
- se o advogado explica o procedimento com clareza;
- se delimita o que está incluído;
- se informa quais despesas ficam fora dos honorários;
- se demonstra atenção aos documentos;
- se explica riscos;
- se formaliza a contratação por escrito;
- se transmite confiança;
- se tem experiência ou atuação compatível com o tipo de caso.
Se você quiser entender melhor o papel desse profissional, veja também o artigo “Advogado de inventário: o que faz e quando contratar”.
Em inventário, a contratação deve trazer clareza, segurança e previsibilidade. Não apenas preço baixo.
Como pedir uma proposta de honorários com clareza?
A melhor forma de evitar dúvidas é pedir uma proposta de honorários por escrito.
Essa proposta deve indicar, com clareza, qual será o valor cobrado, qual será a forma de pagamento e quais serviços estão incluídos.
Também é importante esclarecer se o advogado representará todos os herdeiros ou apenas um deles.
Essa informação muda o escopo do trabalho.
Quando todos os herdeiros contratam o mesmo advogado, a atuação pode ser voltada à condução geral do inventário.
Quando apenas um herdeiro contrata advogado próprio, a atuação pode ser voltada à proteção dos interesses específicos daquele cliente.
Uma boa proposta de honorários pode esclarecer:
- quem será representado;
- se o inventário será judicial ou extrajudicial;
- qual patrimônio foi considerado;
- se os honorários serão fixos, percentuais ou combinados;
- se haverá parcelamento;
- quais etapas estão incluídas;
- se a atuação inclui registros posteriores;
- se certidões estão incluídas;
- se recursos, impugnações ou incidentes serão cobrados separadamente;
- quais despesas externas ficarão por conta da família;
- quais documentos são necessários para iniciar o trabalho.
Depois da aceitação da proposta, o ideal é formalizar tudo em contrato de honorários.
O contrato protege o cliente e o advogado, trazendo previsibilidade, delimitando responsabilidades e evitando discussões futuras sobre valores, prazos, escopo e despesas.
O prazo para abrir o inventário interfere nos custos?
Pode interferir.
O prazo legal para dar entrada no inventário é de 2 meses, contados da data do falecimento.
Quando esse prazo é perdido, pode haver multa sobre o ITCMD, conforme a legislação do Estado competente.
Essa multa não se confunde com os honorários do advogado.
Mas ela pode aumentar o custo total do inventário.
Por isso, mesmo quando a família ainda não tem todos os documentos ou ainda está discutindo como resolver a situação, buscar orientação cedo costuma ser a melhor decisão.
Quanto antes o caso for analisado, maiores são as chances de organizar documentos, evitar multa, escolher o melhor caminho e prevenir conflitos.
Para entender esse ponto com mais profundidade, leia também “Prazo para dar entrada no inventário: quanto tempo você tem?”.
Perguntas frequentes sobre quanto um advogado cobra para fazer um inventário
Quanto um advogado cobra para fazer um inventário?
Para saber quanto um advogado cobra para fazer um inventário, é preciso analisar o tipo de procedimento, o valor dos bens, o quinhão representado e a existência de conflito. Em São Paulo, os honorários costumam usar como referência os percentuais de 6% a 10% do valor dos bens ou do quinhão do herdeiro.
O inventário extrajudicial costuma ter referência de 6%. O inventário judicial sem litígio, 8%. Já o inventário judicial com litígio, 10%.
O advogado pode cobrar menos que a Tabela da OAB?
A Tabela da OAB estabelece parâmetros de honorários para a advocacia, incluindo valores mínimos de referência.
A definição dos honorários deve observar o caso concreto, a complexidade do trabalho, a responsabilidade assumida e as regras éticas da profissão.
Inventário em cartório é mais barato?
Em regra, sim.
O inventário em cartório costuma ter honorários menores porque normalmente depende de acordo entre os herdeiros e tende a ser mais rápido.
Ainda assim, o valor depende dos bens, da documentação, da regularidade patrimonial e do escopo da contratação.
Quem paga o advogado do inventário?
Depende da contratação.
Quando todos os herdeiros contratam o mesmo advogado, os honorários podem ser divididos entre eles.
Quando apenas um herdeiro contrata advogado próprio, normalmente esse herdeiro paga os honorários do profissional que representa seus interesses.
Um único advogado pode representar todos os herdeiros?
Sim, desde que todos estejam de acordo e não exista conflito de interesses.
Quando há disputa entre os herdeiros, pode ser recomendável que cada parte tenha seu próprio advogado.
Posso pagar o advogado com dinheiro da herança?
Em alguns casos, sim.
Isso pode acontecer quando há valores disponíveis no espólio, possibilidade de levantamento judicial ou venda autorizada de bens.
Mas essa possibilidade depende da análise do caso e deve ser tratada com cuidado.
Os honorários incluem ITCMD e cartório?
Normalmente, não.
ITCMD, custas judiciais, emolumentos de cartório, certidões, registros e avaliações são despesas externas.
Elas só estarão incluídas nos honorários se isso tiver sido expressamente combinado.
O advogado cobra sobre o valor do imóvel?
Quando o inventário envolve imóvel, o valor do bem costuma integrar a base de cálculo dos honorários.
Isso acontece porque o imóvel faz parte do patrimônio transmitido aos herdeiros.
Inventário com briga entre herdeiros é mais caro?
Geralmente, sim.
O conflito aumenta o tempo, a responsabilidade e o volume de trabalho do advogado.
Além da condução do inventário, pode ser necessário apresentar manifestações, responder impugnações, pedir providências ao juiz e proteger o cliente contra prejuízos.
Quanto tempo demora um inventário?
Depende do caso.
Inventários em cartório e com acordo entre os herdeiros podem ser resolvidos em poucos meses. Já inventários judiciais, com conflito ou bens irregulares, podem levar anos.
Para entender melhor, veja o artigo “Quanto tempo demora um inventário?”.
Conclusão
Entender quanto um advogado cobra para fazer um inventário exige olhar não apenas para os percentuais da tabela da OAB, mas também para a complexidade do caso, o escopo da contratação e a responsabilidade assumida pelo profissional.
Em São Paulo, a Tabela de Honorários da OAB/SP utiliza como referência os percentuais de 6%, 8% ou 10%, conforme o inventário seja extrajudicial, judicial sem litígio ou judicial com litígio.
Mas esses percentuais não devem ser analisados de forma isolada.
O valor dos honorários depende da complexidade do caso, da situação dos bens, da quantidade de herdeiros, da existência de conflito, do tempo estimado de trabalho e da responsabilidade assumida pelo advogado.
Também é importante lembrar que honorários advocatícios não são a mesma coisa que custo total do inventário.
Além dos honorários, podem existir ITCMD, cartório, custas judiciais, certidões, avaliações e registros.
Por isso, antes de contratar, o ideal é pedir uma proposta clara, entender o que está incluído e verificar quais despesas serão pagas separadamente.
Em inventário, a escolha do advogado não deve ser feita apenas pelo menor preço.
A condução correta do procedimento pode evitar atrasos, reduzir riscos, proteger o patrimônio familiar e dar mais segurança aos herdeiros em um momento naturalmente delicado.
Se você precisa iniciar um inventário ou deseja entender qual seria o caminho adequado para o seu caso, o primeiro passo é reunir as informações sobre os bens, os herdeiros e a documentação disponível para que a situação possa ser analisada com clareza.





