Inventário e Partilha de Bens

A condução correta do inventário evita imposto maior, bloqueios e perdas difíceis de reverter.

Quando alguém falece, a família já está lidando com o essencial. E, ao mesmo tempo, surge um ponto inevitável: o patrimônio precisa ser formalmente organizado para que imóveis, contas, veículos, empresas e direitos sucessórios sejam transmitidos com segurança.

Meu trabalho é retirar o inventário do improviso. Analiso os bens e as pendências, organizo documentos, antecipo os pontos que normalmente paralisam o procedimento e conduzo a partilha de forma tecnicamente fundamentada, previsível e discreta, sempre com foco real na preservação do patrimônio.

Entender o diagnóstico

Inventário não é uma mera formalidade. É onde o patrimônio pode ser preservado ou comprometido por anos.

É comum a família acreditar que “é só abrir o inventário”. Na prática, é justamente aqui que surgem riscos pouco visíveis: ITCMD mal apurado, prazos ignorados, documentos inconsistentes, imóveis com pendências registrais, divergências entre herdeiros, dívidas do espólio, valores esquecidos e decisões que não admitem erro.

Quando essa etapa é mal conduzida, o impacto não é apenas financeiro. O inventário pode se transformar em uma sequência de exigências e correções, bens ficam indisponíveis, negociações se tornam inviáveis, e o que deveria ser uma transmissão organizada se converte em desgaste e litígio prolongado.

Uma condução técnica reduz surpresas, limita retrabalho e mantém a partilha em um percurso coerente, seguro e justificável em cada decisão.

Modalidades

Formas de realizar o inventário

A forma de condução varia conforme herdeiros, documentos, consenso e complexidade patrimonial. Uma escolha correta desde o início economiza tempo, reduz custos e evita que o inventário nasça com entraves desnecessários.

Inventário extrajudicial

Em cartório

Quando as condições estão presentes, é o caminho que recomendo. Meu trabalho começa antes da ida ao cartório: analiso o patrimônio, antecipo as exigências documentais e preparo o processo para que avance sem empecilhos.

Com organização prévia, o inventário em cartório pode ser concluído em semanas. Sem ela, o mesmo processo pode levar meses de idas e vindas evitáveis.

Inventário judicial

Pela via judicial

Quando a via judicial é necessária, conduzo o processo com foco em preservar o patrimônio e reduzir o tempo de paralisação dos bens.

Identifico as exigências formais com antecedência e estruturo o caso para minimizar pedidos de complementação, que são o maior gerador de desgaste nos inventários judiciais.

Arrolamento

Procedimento simplificado

Aplicável em situações específicas, pode ser uma saída eficiente. Mas a escolha errada entre ele e o inventário judicial comum costuma gerar retrabalho.

Avalio as condições concretas do caso antes de recomendar essa via, para que a economia de prazo não se transforme em custo extra.

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Minha atuação

O que envolve a condução técnica de um inventário

01

Levantamento patrimonial

Identificação e organização de todos os bens: imóveis, contas, investimentos, veículos, empresas, dívidas e direitos do falecido. É aqui que surgem os bens esquecidos e as pendências ocultas.

02

Análise tributária (ITCMD)

O Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação precisa ser apurado corretamente. Erros de base de cálculo ou enquadramento podem gerar cobrança indevida, ou autuação fiscal posterior.

03

Organização documental

Reunião e verificação de todos os documentos exigidos: certidões negativas, escrituras, matrículas, extratos, declarações de IR e outros registros necessários para cada bem.

04

Condução da partilha

Elaboração da minuta de partilha ou petição judicial, com respeito às quotas legais, às vontades expressas em testamento e às necessidades práticas dos herdeiros. A partilha precisa ser tecnicamente sustentável, não apenas aceita no momento.

Perguntas frequentes

Sobre inventários

Como funciona o Diagnóstico Inicial para o meu inventário?

O Diagnóstico é uma reunião técnica em que analiso sua situação concreta: a composição do patrimônio, a situação dos herdeiros, pendências documentais e o melhor caminho a seguir. Ao final, você tem clareza sobre o que é necessário, o que pode ser resolvido antes de iniciar e quanto tempo o processo deve levar. Não gera compromisso automático com a condução completa do inventário.

Você atua tanto no inventário extrajudicial quanto no judicial?

Sim. Conduzo inventários nas duas vias. Em alguns casos, o que começa como extrajudicial precisa ser redirecionado para a via judicial por questões que surgem durante o processo. Quando isso acontece, o acompanhamento técnico desde o início é o que evita que a transição gere atrasos ou custos desnecessários.

Qual é o custo da assessoria jurídica no inventário?

Os honorários são definidos conforme a complexidade do caso, o valor do patrimônio e a via escolhida, sempre dentro dos parâmetros da Tabela de Honorários da OAB/SP. As condições são apresentadas antes da confirmação do trabalho, sem surpresas. Note que os honorários advocatícios são diferentes dos custos do inventário em si (ITCMD, emolumentos do cartório ou taxas judiciais), que são despesas à parte.

É possível conduzir o inventário por videochamada, sem deslocamento?

Sim. O processo pode ser conduzido com reuniões por videochamada e assinatura digital de documentos. A presença física é necessária apenas em momentos específicos do inventário extrajudicial (lavratura da escritura no cartório) ou judicial (audiências, quando aplicável). Para clientes em qualquer cidade do Brasil, o atendimento é feito de forma remota, com possibilidade de atendimento presencial mediante agendamento prévio.

Você atua em inventários com conflito entre herdeiros?

Sim. Quando há divergência sobre a partilha, a condução litigiosa exige rigor técnico ainda maior para preservar os interesses do cliente enquanto o patrimônio permanece paralisado. Nesse contexto, represento herdeiros individualmente, com foco em soluções que reduzam desgaste sem abrir mão do que é justo.

Próximo passo

Entender antes de decidir

Antes de qualquer contratação, o Diagnóstico Inicial permite avaliar o caso concreto, identificar os riscos e apresentar os caminhos disponíveis com clareza.